A história da única bomba atômica detonada no espaço

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No início da Guerra Fria era comum as 2 grandes potências rivais, Estados Unidos e União Soviética, testarem suas novas criações em armamentos nucleares em locais – em teoria – afastados de centros populacionais. No verão de 1962, no entanto, os americanos levaram isso um passo além, e lançaram a única bomba atômica detonada no espaço.

O espetáculo pirotécnico que se seguiu pela explosão de uma bomba de hidrogênio a 250 milhas (402 quilômetros) do nível do oceano, foi algo jamais visto antes- e esperamos que jamais venhamos a ver de novo.

Na sequencia do post veja mais fotos, informações e um vídeo.


Tudo começou no dia 1º de maio de 1958 quando James Van Allen anunciou na Academia Nacional de Washington, DC que a Terra é cercada por cinturões de partículas de energia – principalmente prótons e elétrons – que ficam “presas” ao planeta pelo seu campo magnético. Tais cinturões de radiação acabaram recebendo o nome do seu descobridor, Van Allen.

No mesmo dia, Allen conseguiu convencer os militares a detonar uma bomba na magnetosfera para ver se a explosão conseguiria interromper este fluxo.Ou seja, tudo não passou de uma ideia de um cientista louco do tipo que se encontra em desenhos animados antigos, pelo jeito.

O plano era lançar foguetes acima da atmosfera terrestre para verificar 4 pontos principais:

  1. Se a radiação impediria que eles (os americanos) pudessem continuar a observar o céu (e saber se mísseis soviéticos estariam vindo em sua direção).
  2. Se a explosão danificaria qualquer objeto que estivesse nas redondezas
  3. Se os Cinturões de Van Allen poderiam ricochetear a energia da explosão de volta para a terra de forma que eles pudessem atacar um alvo inimigo – como Moscou, por exemplo
  4. Se a explosão poderia afetar o formato natural dos cinturões

A pergunta que me faço é saber se em algum momento eles pensaram nas consequências de uma experiência dessas. Afinal, o que poderia ocorrer se a tal experiência desse errado ou realmente chegasse mudar os cinturões de Van Allen como haviam pretendido, ainda mais por que até hoje não se sabe se Van Allen possuía base científica suficiente para realizar tal experimento ou se sabia que não teria maiores efeitos no planeta.

Com tantos países em situações políticas, assim digamos, duvidosas, com potência nuclear ou a caminho disso, só espero que ninguém mais tenha alguma ideia absurda como esta de novo. Nunca se sabe quando – e não “se” – eles darão um passo maior do que a perna.


Foi aqui que esta bomba explodiu em nossas mãos.

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