Porque me rendi aos e-books (e nunca mais comprei livros em papel)

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Dia desses me deparei com um link no Facebook do amigo @robertocamarajr apontando para um texto escrito pelo jornalista Gabriel Toueg, em que são listados os motivos pelos quais ele acha que não irá comprar um leitor de e-books: “De por que eu acho que nunca vou ter um Kindle” (leia o texto dele, depois volte para cá).

É meio esquisito rebater um texto com o qual você concorda em grande parte, mas o fato é que eu concordo com todo lado emocional dos argumentos apresentados pelo Gabriel (perdão pela intimidade), os livros de papel nos trazem lembranças do passado, eu, pelo menos não consigo dissociar alguns dos lombos em minha estante de momentos que vivi, ou, locais onde estive ao comprar, ou ler, aquele determinado livro.

E claro, nada, absolutamente nada substituirá o prazer que é passear dentro de uma livraria, é uma viagem em si. Aos argumentos não emocionais usados, me rendo a três, usar este tipo de aparelho em transporte público, é complicado, e até mesmo o risco de aparecer algum ‘amigo do alheio’ depois da parada apresenta riscos, e de fato você não terá um livro digital autografado pelo autor, muito menos com uma dedicatória.

Apesar de ter tido meu primeiro contato com livros eletrônicos há uns 10 anos atrás, ainda no tempo dos Ipaqs, eu resisti à nova mídia justamente pela emoção. Mas pouco mais de dois anos atrás eu passei a ler livros usando meu iPad, e pretendo em breve comprar um Kindle Paperwhite.

Foi uma decisão pragmática.

A vantagem mais óbvia de um leitor de e-books, é (1.)a possibilidade de ter toda uma biblioteca dentro de sua mochila ao peso de menos de meio quilo. Em viagens de avião (2.)este tipo de equipamento é particularmente prático, e seu manuseio extremamente simples mesmo que você viaje apertado entre dois outros passageiros, e ao parar de ler, é só desligar, (3.)sem preocupar-se em marcar o local onde parou, e, para quem tem TOC como eu, (4.)sem dobrar a dobrar a ponta da página (ok, este é um argumento emocional).

A marcação e anotação de páginas e passagens são outros pontos altos destes aparelhos. (5.)Tudo que você marcar e/ou anotar, ficará reunido em um índice anexo ao e-book, tornando a consulta extremamente fácil. (6.)E mesmo que você não tenha feito uma anotação e/ou marcação, a possibilidade de fazer buscas é algo a ser pesado.

Por ter iluminação direta, a fonte de luz na tela brilha em direção aos olhos do usuário, ler no iPad é um pouco cansativo. Usar o tema “Sépia” do iBooks (a imagem central, acima), com o mínimo de iluminação necessária, reduz consideravelmente o cansaço.

O Gabriel diz que “livros não precisam de bateria, não descarregam, não têm fios”. Verdade, (7.)mas com o iPad eu já fiz um trecho de sete horas de voo, lendo e escutando música sem drenar por completo sua bateria, se o trecho fosse mais longo certamente ela teria ‘morrido’. Já em um Kindle, ou qualquer outro leitor com tecnologia e-ink, que só usa energia para mudar o que está ‘impresso’ na página ou para iluminá-la, (8.)a autonomia de funcionamento é de até 28 oito horas contínuas, utilizando a iluminação. E claro, (9.)leitores digitais só precisam de fios enquanto carregam, e isso pode ser feito tranquilamente em horas que você está dormindo, afinal, você também não anda por aí com seu telefone preso a um fio, anda?

Como disse no começo do texto, acho prazerosa a ida a uma livraria, (10.)mas não se pode arguir a praticidade que se tem ao decidir por comprar um livro e tê-lo disponível no aparelho quase de imediato, (11.)o livro digital não ‘falta’ nas lojas, e em minutos pode ser comprado usando Wi-Fi ou 3G, (12.)isso vale até mesmo para aquisições feitas no exterior. Além disso, (13.)você ainda tem a possibilidade de transformar seu aparelho em uma revista eletrônica personalizada. A Amazon criou uma extensão que permite que textos de blogs sejam enviados para seu Kindle, e serviços como o Instapaper permitem que você marque textos de sites e/ou blogs para leitura posterior, e exportam o conteúdo diretamente para ePubs ou no formato do Kindle(.mobi). Você pode ainda (14.)adquirir periódicos no Kindle, a assinatura mensal do jornal O Globo custa US$15,99/mês (adquirida pelo próprio aparelho).

Ah, (15.)o Kindle é multiplataforma, ou seja, você pode ter o aparelho em si, bem como pode usar o app, que está disponível para iOS, Android, PC, Mac, Windows 8 e até mesmo uma extensão para o Google Chrome, e o melhor, (16.)você pode manter um livro sincronizado entre todos aparelhos e apps, ou seja, se você parou de ler no Kindle, e quer continuar no smartphone, não tem problema, ele localiza o ponto em que você está lendo no momento.

(17.)Ler no Kindle é muito natural e não cansa mais a vista que ler em um livro normal, e (18.)se você tiver um modelo Paperwhite, não há necessidade de fonte externa de luz, a mesma observação serve para o Kobo, e Kobo Glo.

Para ser sincero, esta foi a primeira vez que eu enumerei os prós de se usar um leitor eletrônico de livros. Existem contras? Sim claro que existem, mas são irrisórios frente aos prós.

A barreira a ser vencida aqui é puramente emocional. Eu sempre fui apegado a livros de papel, até que um dia resolvi que leria dois e-books no iPad para ver o que aconteceria.

Nunca mais comprei livros de papel*, e hoje, se eu não encontrar um livro que deseje ler em formato digital, sou capaz de compra-lo em inglês, ou simplesmente não comprar. Acostumei-me com a praticidade.

*Isto não se aplica a guias de arte, ou qualquer outro tipo de livro cujo principal apelo seja visual.

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