Sempre fui fascinado por relógios de todos os tipos.
Quando pequeno era expert em abrir, desmontá-los e – nem sempre, admito – montá-los de volta. Não importava se eram relógios analógicos ou digitais, de pulso ou de parede. O funcionamento deles era o que me prendia. Queria saber como se moviam, o que os impulsionava, como as peças eram encaixadas, enfim: Tudo. Por causa disso passei a estudar horologia (O estudo dos relógios) da única forma que existia na época: As boas e velhas – põe velhas nisso – enciclopédias Barsa e do Estudante, e a partir daí passei a conhecer os relógios de sol. E uma nova febre começou na minha vida.
Antes dos relógios modernos, com seus ponteiros, botões e bips, e até mesmo das ampulhetas , a única forma de medição do tempo que existia era a observação dos astros (sol, lua e estrelas).
Desde então, começaram a surgir os primeiros relógios de sol como uma forma mais exata – ou seria menos errada – de medição.
Dizem que o mais antigo relógio de sol do mundo foi construído na Knowth, na Irlanda, por volta de 5000 AC mas os únicos registros comprovados estavam no Egito e Babilônia por volta de 1500 AC. A partir do século XVIII começaram a aparecer em parques na Europa os primeiros deles com sinais sonoros. Eram os Canhões do meio dia. Poderíamos dizer que estes eram os primeiros alarmes. Usando uma lente de aumento que era apontada para o pavio de um canhão na marca que mostrava quando o sol estava a pino, no ponto mais alto do horizonte, fazendo com que o mesmo se acendesse e disparando assim um tiro que informava a todos a hora “exata” na região.
Uma réplica em miniatura de um destes canhões – ou deveria dizer alarme? – pode ser visto nas fotos deste post.
Construído em latão sobre uma base de mármore branco redonda de 27,2 centímetros de diâmetro, onde se encontra um relógio solar e as coordenadas 55′59′20 no centro. Segundo o Google Earth apontam ou para uma região isolada no meio da Rússia, ou para um ponto próximo a costa do Canadá no Oceano Atlântico, ou para um ponto entre a patagônia e a Antártida ou para outro ponto entre a Antártida e o Cabo da Esperança na África do Sul (não temos exatidão pois as coordenadas não especificam as direções).
Olha que viagem a peça criada por Mark Formanek, e instalada em uma área movimentada de Rotterdam (Holanda), um relógio “digital” com 12 metros de largura, por 4 de altura, e que a cada minuto era atualizado manualmente por um grupo de 36 trabalhadores que revezaram-se na tarefa pelo período de 24 horas em que a instalação ficou montadoa…
O primeiro vídeo foi feito na virada de 19:59 para 20:00, o segundo é um vídeo oficial, com bastidores e entrevistas.
Como diria o caríssimo Borbs: “assaz interessante”, mas mais importante que isso, é mais uma prova cabal que os suecos são bem mais que vintage pr0n e Absolut! Os designers suecos do grupo “Humans Since 1982” criou esta obra chamada “Clock Clock”, em que 48 relógios de ponteiros controlados eletronicamente funcionam como um grande relógio digital.
Cada dígito de horas, é formado pelos ponteiros de seis relógios, e é terrivelmente difícil descrever o que é tão facilmente percebido no vídeo abaixo
Um dos motivos da minha fixação pela estética Steampunk é o fato de que ela traz com extraordinária freqüência em uma mesma peça, a junção de arte e tecnologia. Vejam o caso desta verdadeira obra de arte horológica do relojoeiro suíço Jaquet Droz, chamada “La Machine à Ecrire Le Temps”, a Máquina de escrever o tempo.
O invólucro do relógio é feito com cristal líquido, e pode esconder todo o mecanismo ao apertar de botão.
A marca, que no século XVIII fazia autômatos que fingiam escrever, gastou quase uma década desenvolvendo esta fantástica obra de arte mecânica capaz de escrever as horas. Entendam, não há nenhum elemento computadorizado, a maquina é um apanhado de 1200 peças funcionando na mais perfeita sincronia e movida a corda!
Autômatos do século XVIII, fabricados pela Jaquet Droz
Ela foi apresentada em um evento chamado Baseworld, onde a nata dos horologistas apresentam seus produtos e devaneios. Aliás, devaneios exclusivos e caros, poucas unidades serão feitas por ano, principalmente devido a alta complexidade, e o também por isso o custo será de 400.000 Francos Suíços (algo próximo a R$ 750.000,00) por unidade.
Nunca havia tomado conhecimento de nada semelhante, e confesso que me demorei tentando entender, e confesso que não sei se entendi direito, como funciona o mecanismo de corda automática com uso de ar comprimido do Urwek UR-202.
Além do belíssimo mostrador, completamente inovador em um relógio mecânico, em que três braços revezam-se mostrando as horas, enquanto passam pelo mostrador dos minutos, os caras fizeram uso de dinâmica de fluidos para maximizar o mecanismo de corda automática.
Para quem não conhece, todo relógio automático é na realidade um relógio à corda, na parte de baixo da caixa um pêndulo gira dentro de um aro, de acordo com o movimento do braço. Este pêndulo é preso por um eixo em seu centro a um conversor que transforma seu girar em corda para manter o relógio funcionando. Os mecanismos dos grandes fabricantes são extremamente precisos, e só necessitam de eventuais lubrificações no pêndulo, depois de anos de uso, para manterem-se em perfeito movimento.
No caso do Urwerk, em vez do pêndulo rodar sobre aço lubrificado, ele o faz sobre um colchão de ar, coisa que reduz drasticamente a resistência que ele enfrentada. Na parte de trás vocês poderão ver duas pequenas turbinas que servem de amortecedores permitindo ao relógio aliviar a pressão do colchão de ar no caso de movimentos bruscos, garantindo a maior duração ao movimento do pendulo.
O fabricante diz que as turbinas são auto-contidas e que pode-se usar o relógio sem medo de entrar água no mecanismo.
Não encontrei informações seguras sobre o preço. Na realidade a única coisa que encontrei a respeito foi um comentário no Engadget, onde originalmente vi o relógio, falando em US$ 172.000,00 !! Menos caro que alguns outros relógios que já mostrei por aqui, mas mesmo assim, uma pancada!
Acredite, este conjunto mecânico faz parte de um relógio!
E olha que por US$ 275.000,00 você estará comprando o modelo básico! Dependendo do seu gosto, ou ausência dele, você poderá encher o relógios de diamantes e pagar US$ 400.000,00 deixar a estética steampunk de lado, e partir para a cafonice pura e simples.
Mas preço à parte o relógio é uma obra de arte da engenharia, 1352 peças são agrupadas para formar um mecanismo de funcionamento inteiramente vertical, ao contrário do padrão horizontal, movido à corda (acumulo de energia de 72 horas), e que usa em profusão correntes e tambores além das tradicionais engrenagens, como você poderá ver nas fotos.
Desde que Dick Tracy começou a falar no seu rádio de pulso na década de 1940, muita gente sonhou em ter um, as décadas se passaram e agora o que querem não é mais um rádio de pulso, e sim um celular de pulso. Hoje já é possível comprar autênticos Xing Lings chineses que até funcionam, aqui nesta lista vamos postar nove telefones celulares do tipo, alguns deles inclusive NÃO são Xing Ling, e sim protótipos de marcas conhecidas, resta saber se vão chegar ao mercado…
Tag Hauer - O Luxuoso.
A marca de relógios que chegou a criar uma linha homenageando Ayrton Senna ameaçou entrar no mercado com um belo telefone com celular e mp3 player embutido. Sem dúvida alguma o mais bonito da lista, agora chegar ao mercado que é bom… (link)
LG – o fabricante tradicional.
Outro protótipo de marca conhecida, este aqui foi exibido na Consumer Eletronics Show deste ano.
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