A “casa” de DOIS BILHÕES DE DÓLARES

Geralmente eu não crítico quem gasta seu dinheiro em exorbitâncias, mesmo porque acredito fortemente que cada um deve saber qual o seu próprio cacife, e tem todo direito no mundo de gastar seu dinheiro, desde que suado, da maneira que melhor lhe aprouver.

Considero que mesmo pequenos arroubos devam ser ignorados, afinal, não posso julgar a realidade de quem gasta US$ 20.000,00 em um relógio pela minha realidade. aliás, acredito piamente que um dos motivos do Brasil não progredir de fato, e viver tendo que ser arrastado pelo governo (que sempre se corrompe), é que tem muito mais gente interessada em criticar quem faz uma exorbitância, novamente friso que me refiro às exorbitâncias de quem sua para ganhar seu dinheiro, do que procurar crescer e galgar a posição de poder fazer o mesmo.

Mas também acredito que tudo deve ter um limite, sempre haverá o ponto em que o arroubo, a exorbitância cruza uma linha que o leva à idiotice pura, é o caso da residência que Mukesh Ambani está terminando de construir em Mumbai. Eu não falei “residência” à toa, e Mukesh não é qualquer um. Ele é o 5º homem mais rico do mundo, é um bilionário do setor petroquímico dono da Reliance Industries.

E a residência não é qualquer casa, é um prédio de VINTE E SETE ANDARES, que vai custar no total a bagatela de DOIS BILHÕES DE DÓLARES. Não você não leu errado, e nem eu vou repetir. Abaixo alguns dados pinçados da revista Forbes, que noticiou o absurdo:

  • Os donos da casa serão Mukesh, sua esposa e três filhos, o que dá uma média de pouco mais de cinco andares por membro da família.
  • A casa terá nove elevadores, dois para as garagens, três para as áreas de hospedes, dois exclusivos para a família e dois de serviço.
  • A garagem ocupa os SEIS primeiros andares da casa.
  • A escada do salão de baile, é em prata.
  • O “Home Theater” é um verdadeiro cinema.
  • Uma sala gelada está planejada para ser instalada a meia altura no edifício, onde Ambani poderá se refrescas em neve, na quentíssima Mumbai.

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A molecagem da Gizmodo na CES 2008

O Gizmodo é um pusta site, sempre foi muito bem reputado, e eu o visito diariamente. Mas é impressionante como sempre tem alguém a fim de arriscar a reputação em nome de uma piada fácil, de uma molecagem.

Para quem não está sabendo o que aconteceu, aqui vai a história. A moçada do Gizmodo recebeu do TV B Gone uma caixa de controles remotos “desliga tudo”. Os controles da marca são universais, e conseguem desligar quase todo tipo de televisor, tudo que você precisa fazer é apontar, apertar o botão e aguardar.

A segunda coisa que você precisa saber, se é que já não sabe, é que semana passada aconteceu uma das maiores, senão a maior feira de eletrônico do mundo, a CES em sua edição 2008, em Las Vegas.

Some dois mais dois.

Um repórter do Gizmodo, segundo eles só um, armado com um dos controles da TV B Gone saiu passeando pela feira e desligando os televisores, não importava em que situação, se era uma apresentação de produto, ou uma palestra, ou o demo de algum jogo que rodava para a moçada ver.

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Muita gente acha engraçada a desgraça alheia, mas não é. É uma piada fácil, barata e baixa. O que a Gizmodo fez foi a mesma coisa que fazem os script kiddies que usam formulas prontas para trocar ou tirar do ar determinadas páginas. Como disse Ed Bott, da ZDNet, seria muito engraçado também se alguém plantasse um thumb drive com trojan para roubar as senhas dos editores e alterar as reportagens do site deles, Gizmodo, ou ainda alguém que andasse atrás dos caras em eventos com um embaralhador de sinal de wifi e/ou Bluetooth, para que eles não pudessem fazer suas coberturas em tempo real.

Mas pior mesmo que o soneto foi o remendo, um editorial do site acusando de vendidos os veículos que colocaram o dedo na fuça deles os chamando de moleques. Olha o primeiro parágrafo só para ver o tom da coisa:

“Um colega editor do Gizmodo foi banido da CES por uma pegadinha. Mas quando eu vejo a imprensa nos condenando pela piada, eu sinto pena deles: Quando foi que os jornalistas viraram protetores das corporações? Quando foi que esta industria, definida por “prankster” como Woz, ficou tão séria e enfiada no bolso das grandes empresas? Isso é totalmente patético.

Acho que no final das contas quem mais perdeu foi a própria Gizmodo, que sem dúvida teve a seriedade, não a credibilidade, abalada.

Faltou um Capitão Nascimento lá dentro, colocando moral na bagaça ;)

Mais links a respeito: