Muito bacana a idéia que a agência alemã Euro RSCG Duesseldorf teve para a marca de sopradores de folhas STIHL. O calendário, que cobrirá especificamente a época do outono no hemisfério norte (de 1º de Setembro à 30 de Novembro) não poderia ser mais adequado: derruba as folhas à medida que os dias passam, tal como as folhas de verdade, na época em que os sopradores de folha são mais necessários.
O vídeo abaixo mostra o funcionamento do mecanismo, um pequeno motor elétrico que puxa uma linha que aparentemente separa os dias, destacando a folha aos poucos ao longe do dia, até que a arranca por completo.
Sempre fui fascinado por relógios de todos os tipos.
Quando pequeno era expert em abrir, desmontá-los e – nem sempre, admito – montá-los de volta. Não importava se eram relógios analógicos ou digitais, de pulso ou de parede. O funcionamento deles era o que me prendia. Queria saber como se moviam, o que os impulsionava, como as peças eram encaixadas, enfim: Tudo. Por causa disso passei a estudar horologia (O estudo dos relógios) da única forma que existia na época: As boas e velhas – põe velhas nisso – enciclopédias Barsa e do Estudante, e a partir daí passei a conhecer os relógios de sol. E uma nova febre começou na minha vida.
Antes dos relógios modernos, com seus ponteiros, botões e bips, e até mesmo das ampulhetas , a única forma de medição do tempo que existia era a observação dos astros (sol, lua e estrelas).
Desde então, começaram a surgir os primeiros relógios de sol como uma forma mais exata – ou seria menos errada – de medição.
Dizem que o mais antigo relógio de sol do mundo foi construído na Knowth, na Irlanda, por volta de 5000 AC mas os únicos registros comprovados estavam no Egito e Babilônia por volta de 1500 AC. A partir do século XVIII começaram a aparecer em parques na Europa os primeiros deles com sinais sonoros. Eram os Canhões do meio dia. Poderíamos dizer que estes eram os primeiros alarmes. Usando uma lente de aumento que era apontada para o pavio de um canhão na marca que mostrava quando o sol estava a pino, no ponto mais alto do horizonte, fazendo com que o mesmo se acendesse e disparando assim um tiro que informava a todos a hora “exata” na região.
Uma réplica em miniatura de um destes canhões – ou deveria dizer alarme? – pode ser visto nas fotos deste post.
Construído em latão sobre uma base de mármore branco redonda de 27,2 centímetros de diâmetro, onde se encontra um relógio solar e as coordenadas 55′59′20 no centro. Segundo o Google Earth apontam ou para uma região isolada no meio da Rússia, ou para um ponto próximo a costa do Canadá no Oceano Atlântico, ou para um ponto entre a patagônia e a Antártida ou para outro ponto entre a Antártida e o Cabo da Esperança na África do Sul (não temos exatidão pois as coordenadas não especificam as direções).
Olha que viagem a peça criada por Mark Formanek, e instalada em uma área movimentada de Rotterdam (Holanda), um relógio “digital” com 12 metros de largura, por 4 de altura, e que a cada minuto era atualizado manualmente por um grupo de 36 trabalhadores que revezaram-se na tarefa pelo período de 24 horas em que a instalação ficou montadoa…
O primeiro vídeo foi feito na virada de 19:59 para 20:00, o segundo é um vídeo oficial, com bastidores e entrevistas.
Como diria o caríssimo Borbs: “assaz interessante”, mas mais importante que isso, é mais uma prova cabal que os suecos são bem mais que vintage pr0n e Absolut! Os designers suecos do grupo “Humans Since 1982” criou esta obra chamada “Clock Clock”, em que 48 relógios de ponteiros controlados eletronicamente funcionam como um grande relógio digital.
Cada dígito de horas, é formado pelos ponteiros de seis relógios, e é terrivelmente difícil descrever o que é tão facilmente percebido no vídeo abaixo
Um dos motivos da minha fixação pela estética Steampunk é o fato de que ela traz com extraordinária freqüência em uma mesma peça, a junção de arte e tecnologia. Vejam o caso desta verdadeira obra de arte horológica do relojoeiro suíço Jaquet Droz, chamada “La Machine à Ecrire Le Temps”, a Máquina de escrever o tempo.
O invólucro do relógio é feito com cristal líquido, e pode esconder todo o mecanismo ao apertar de botão.
A marca, que no século XVIII fazia autômatos que fingiam escrever, gastou quase uma década desenvolvendo esta fantástica obra de arte mecânica capaz de escrever as horas. Entendam, não há nenhum elemento computadorizado, a maquina é um apanhado de 1200 peças funcionando na mais perfeita sincronia e movida a corda!
Autômatos do século XVIII, fabricados pela Jaquet Droz
Ela foi apresentada em um evento chamado Baseworld, onde a nata dos horologistas apresentam seus produtos e devaneios. Aliás, devaneios exclusivos e caros, poucas unidades serão feitas por ano, principalmente devido a alta complexidade, e o também por isso o custo será de 400.000 Francos Suíços (algo próximo a R$ 750.000,00) por unidade.
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