BarCamp em Fortaleza

Sábado passado tivemos o 1º Encontro de Blogueiros de Fortaleza, organizado pelo Leonardo Fontes, do Blogue Isso e pelo Saulo Carvalho, entre outros. Foi show de bola poder interagir com as pessoas por trás das URLs, bater um papo e conhecer pessoalmente o próprio Leonardo, a Cynara, Saulo, Rafael, Silveira, Aluísio, Norton e vários outros.

Trocamos uma idéia legal, falamos um pouco de tudo, de hospedagem, de plataformas, de design (meu declarado ponto fraco), discutimos, é claro a questão do Estadão, qualidade, tudo dentro do espírito meio que desconexo de um BarCamp (aliás, para a moçada dos outros estados morrer de inveja: a cerveja foi “na faixa”, bancado pelo “Visite Fortaleza“).

E não vai parar por aqui, o Leonardo já está começando a tratar da organização de um BlogCamp, o próximo passo! Também foi dele que roubei a lista dos presentes ;-) , mas calma, eu só roubei os nomes, na postagem deles vocês encontram fotos, inclusive uma minha com jeito de cientista maluco ;)

Se eu tivesse que sintetizar a experiência do evento em uma única frase, eu a faria na forma de conselho a todos os blogueiros que levam a sério seu meio de comunicação: Se você tiver a oportunidade de participar de algum evento do tipo, seja algo informal, seja algo formal, não perca a oportunidade, você só tem a ganhar ;-)

Já estou ansioso pelo próximo!

PS: Minhas desculpas à todos que mandaram seus links com visões pessoais do Encontro, eu preferi fazer a postagem desta forma, e links todos que lá estavam. Se você estava lá e não está na lista, entre em contato que isso será corrigido.

PS2: este é a reprodução de uma postagem feita por mim hoje no Uêba.

E nós, blogueiros, mordendo a isca…

Blogueiro é egocêntrico, em maior ou menor intensidade, todos blogueiros o são. Aliás, é preciso ser, eu não me excluo. Dar a cara à tapa, publicando aquilo que você acha que merece ser visto ou discutido, exige o egocentrismo, se você não acredita que o que você tem a dizer ou mostrar vale à pena, seus visitantes também não acreditarão, o que torna toda a coisa completamente sem sentido.Adicione a isso o sentimento de indignação, e você terá um solo fértil que se arado da maneira correta lhe renderá muitos frutos, e venhamos e convenhamos, o Estadão pegou na veia!

Essa campanha que nos agride, nada mais é que uma maquiavélica e muitíssimo bem bolada e sucedida campanha viral, disfarçada de mídia tradicional. A prova está rodando a internet, muita gente boa escrevendo sobre o assunto. É simplesmente impressionante a quantidade de blogs que está repercutindo a notícia.

Não vou analisar aqui a campanha, o Inagaki e o Merigo dizem quase tudo que há para ser dito.

Mas sou da opinião que a hora é de sermos pragmáticos. Indignar-se e reproduzir as peças nada mais faz amplificar o alcance da campanha, mesmo que a reprodução venha com um excelente texto analítico que prove por A+B que a campanha é imbecil, generalista, simplista, desrespeitosa, etc., etc…

Como diz o Millôr: “não se amplia a voz dos imbecis”.

O Cardoso expôs com muita ironia, o que esta campanha é na realidade. Uma tentativa desesperada de chamar atenção. Eu iria um pouquinho além e diria que a tentativa parte de uma mídia que depois de quatrocentos anos de existência se vê moribunda e em fim de linha.

Just let it be, bitch. É o desespero, nada mais.