
Se eu me esforço bastante, até entendo que alguém venha de fato a gostar dos rabiscos do Pollock, autor da obra mais cara do mundo, apesar de achar que um elefante abanando o rabo seria capaz de produzir algo extremamente parecido, se não até mesmo melhor. Aliás, uma vez falei mal dele no Uêba e um leitor luso quase que bate em mim pelo teclado… Mas venhamos e convenhamos US$ 140 milhões neste monte de rabisco que parece ter sido espirrado por uma máquina de fazer chalpisco?
Mas nos dois casos abaixo, o absurdo passa de qualquer limite, e o pior custa muito caro.
O primeiro caso que relato é o da artista francesa Rindy Sam, de 30 anos de idade. Ela deu um beijo usando batom vermelho na “obra de arte” do pintor abstrato Cy Twombly, o detalhe é que a “obra de arte” é uma tela de branco imaculado.
Ok, a idiota da Rindy não precisava demonstrar seu apreço pelo artista com uma palhaçada destas, mas aí entrou o “sabido” na história. O colecionador francês Yvon Lambert, dono do quadro, pediu absurdos US$ 2.878.000,00 a título de perdas, danos e o reembolso dos US$ 47.000,00 que foram gastos em uma restauração obviamente mal sucedida… mas tenho certeza de que o que ele queria mesmo era se livrar do mico que deve ser esta tela. A notícia foi da MSNBC

Como ficou – e como era…
US$ 2,8 milhões !?!?!?
Outro caso de idiotice crônica, foi o que acometeu o renomado museu de arte moderno Tate’s Modern. Alguém por lá caiu no papo da artista colombiana Doris Salcedo, possivelmente sob influência de algum produto em pó da Colômbia, exclua café, autorizou a execução da obra Shibboleth, que ficou conhecida como “a rachadura da Doris” (sério, podem conferir no Daily Mail).
O que tem de tão absurdo? Bem, estamos falando de uma rachadura de 30 centímetros de largura, que chega a ter quase um metro de profundidade e 167 metros de comprimento!! Sério… o que em qualquer lugar do mundo seria motivo para processar um engenheiro, virou arte na Inglaterra, e não foi barata, a instalação custou pouco mais de SEISCENTOS MIL DÓLARES…
Mas vocês acham que isso para por aqui? Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, deveria ter imaginado que colocar uma rachadura de 30 centímetros de largura no meio de um dos prédios principais de um museu terminaria por dar merda. E deu, três pessoas já se acidentaram na enorme rachadura da Dóris (desculpem, não deu para resistir à óbvia piada), uma delas inclusive machucando o pulso.

Detalhe da rachadura da Dóris

Vejam como é longa a rachadura da Dóris…

Funcionaria do Tate observando
detalhadamente a rachadura da Dóris…
O Tate já exibiu instalações bem mais interessantes, no começo do ano ele exibiu uma série de escorregadores tubulares, em que os visitantes podiam inclusive escorregar, abaixo estão duas fotos, mas na extensão da postagem têm várias outras.
Dá página da instalação dos tubos no Tate:
Para Carsten Höller, a experiência de escorregar tem por melhor sumário a frase do escritor francês Roger Callois “pânico voluptuoso sobre uma mente que seria lúcida em ocasião normal”. Os elevadores são esculturas impressionantes por si, e você não precisa usa-la para apreciar a arte. O que interessa Höller, entretanto, é tanto o aspecto visual de assistir as pessoas escorregando quanto o ‘espetáculo próprio’ que a experiência dos que usam a escultura causa neles, o estado de estar simultaneamente maravilhado e ansioso com sua descida. (Modern Tate)
Ok, mesmo sendo muito estrambólico para ser uma obra de arte, sem dúvidas deve ser divertido!!


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