O “lixo” de Dois Bilhões de dólares

Não sei se vocês lembram quando no final de maio/começo de junho começou a circular as imagens da queda de um bombardeiro “stealth” B2 logo após decolar da base aérea de Andersen na Ilha de Guam, no Oceano Pacífico.

Para quem não lembra, segue o vídeo.

O B2, é um bombardeiro pesado feito para o transporte de armamento convencional e/ou nuclear, e tem duas características marcantes. Uma delas é o fato de ser “stealth”, ou seja, é construído de forma que não pode ser detectado por radares convencionais. A outra característica é que *cada* um deles custa cerca de US$ 2 bilhões!.

A causa do acidente decorreu do acúmulo de água em sensores de pressão. Durante a checagem pré-vôo, notou-se que as leituras da pressão estavam muito altas, o que levou um dos tripulantes a re-calibrar os sensores. Quando o piloto começou o procedimento de decolagem, os sensores aqueceram e secaram, mas agora a calibragem está muito baixa, o que levou o medidor de velocidade do ar a passar uma informação errada ao piloto, que decolou com 133 nós, quando era para tê-lo feito a pelo menos 145 nós, provocando um “stall” e conseqüente queda do avião. Piloto e tripulante se ejetaram e sobreviveram.

Abaixo as fotos liberadas pela Força Aérea Norte Americana, um monte de lixo no valor de 2 bilhões de dólares…



Os links abaixo têm conteúdo relacionado ao que você acabou de ver:
-A “casa” de DOIS BILHÕES DE DÓLARES
-Brinquedo de gente grande: avião Icon A5
-A empresa de 1.100.000.000.000 de Dólares
-Como ficar milionário em dois anos
-O home theater de SEIS milhões de dólares
Se você está vendo as imagens "anti-leech", force o recarregamento da página com CTRL+F5 (no caso de Firefox ou Internet Explorer - Windows) ou CTRL+R no Linux.

4 Comentário(s)

  1. Isaias Malta | Aug 6, 2008 | Reply

    Certamente que alguém vai ter que dar boas explicações sobre a cagada. Há na aviação uma tendência a se pensar sempre que a culpa é do sensor. Vide caso do avião da TAM que se espatifou depois de decolagem em S. Paulo por causa do reverso que entrou em “idle”, comandado pelo computador, e o piloto insistiu e fazê-lo funcionar na marra.

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  2. Gilberto "Knuttz" | Aug 6, 2008 | Reply

    Isaias, no caso dessas asas voadoras, como o B2 e F117, o uso de sensores e computadores é mais intenso que em qualquer outro avião.

    Aliás, não tem como fazer uma asa voadora destas voar sem um alto poder de processamento, é por isso que décadas se passaram entre os primeiros projetos e os primeiros sucessos.

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  3. Cesar Fernandes | Aug 6, 2008 | Reply

    Muito me admira não acontecer mais acidentes com este avião.
    Porque físicamente falando é um milagre (graças aos computadores) que ele voe….

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  4. pedro gonçalves | Aug 12, 2008 | Reply

    no coment

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