Arte, absurdo ou arte do absurdo?

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Se eu me esforço bastante, até entendo que alguém venha de fato a gostar dos rabiscos do Pollock, autor da obra mais cara do mundo, apesar de achar que um elefante abanando o rabo seria capaz de produzir algo extremamente parecido, se não até mesmo melhor. Aliás, uma vez falei mal dele no Uêba e um leitor luso quase que bate em mim pelo teclado… Mas venhamos e convenhamos US$ 140 milhões neste monte de rabisco que parece ter sido espirrado por uma máquina de fazer chalpisco?

Mas nos dois casos abaixo, o absurdo passa de qualquer limite, e o pior custa muito caro.

O primeiro caso que relato é o da artista francesa Rindy Sam, de 30 anos de idade. Ela deu um beijo usando batom vermelho na “obra de arte” do pintor abstrato Cy Twombly, o detalhe é que a “obra de arte” é uma tela de branco imaculado.

Ok, a idiota da Rindy não precisava demonstrar seu apreço pelo artista com uma palhaçada destas, mas aí entrou o “sabido” na história. O colecionador francês Yvon Lambert, dono do quadro, pediu absurdos US$ 2.878.000,00 a título de perdas, danos e o reembolso dos US$ 47.000,00 que foram gastos em uma restauração obviamente mal sucedida… mas tenho certeza de que o que ele queria mesmo era se livrar do mico que deve ser esta tela. A notícia foi da MSNBC


Como ficou  – e como era…
US$ 2,8 milhões !?!?!?

Outro caso de idiotice crônica, foi o que acometeu o renomado museu de arte moderno Tate’s Modern. Alguém por lá caiu no papo da artista colombiana Doris Salcedo, possivelmente sob influência de algum produto em pó da Colômbia, exclua café, autorizou a execução da obra Shibboleth, que ficou conhecida como “a rachadura da Doris” (sério, podem conferir no Daily Mail).

O que tem de tão absurdo? Bem, estamos falando de uma rachadura de 30 centímetros de largura, que chega a ter quase um metro de profundidade e 167 metros de comprimento!! Sério… o que em qualquer lugar do mundo seria motivo para processar um engenheiro, virou arte na Inglaterra, e não foi barata, a instalação custou pouco mais de SEISCENTOS MIL DÓLARES

Mas vocês acham que isso para por aqui? Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, deveria ter imaginado que colocar uma rachadura de 30 centímetros de largura no meio de um dos prédios principais de um museu terminaria por dar merda. E deu, três pessoas já se acidentaram na enorme rachadura da Dóris (desculpem, não deu para resistir à óbvia piada), uma delas inclusive machucando o pulso.


Detalhe da rachadura da Dóris


Vejam como é longa a rachadura da Dóris…


Funcionaria do Tate observando
detalhadamente a rachadura da Dóris…

O Tate já exibiu instalações bem mais interessantes, no começo do ano ele exibiu uma série de escorregadores tubulares, em que os visitantes podiam inclusive escorregar, abaixo estão duas fotos, mas na extensão da postagem têm várias outras.

Dá página da instalação dos tubos no Tate:

Para Carsten Höller, a experiência de escorregar tem por melhor sumário a frase do escritor francês Roger Callois “pânico voluptuoso sobre uma mente que seria lúcida em ocasião normal”. Os elevadores são esculturas impressionantes por si, e você não precisa usa-la para apreciar a arte. O que interessa Höller, entretanto, é tanto o aspecto visual de assistir as pessoas escorregando quanto o ‘espetáculo próprio’ que a experiência dos que usam a escultura causa neles, o estado de estar simultaneamente maravilhado e ansioso com sua descida. (Modern Tate)

Ok, mesmo sendo muito estrambólico para ser uma obra de arte, sem dúvidas deve ser divertido!!

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  • http://twitter.com/knuttz/status/341469542 Knuttz

    http://tinyurl.com/2yy8cp – Arte, absurdo, ou arte do absurdo?

  • anonimo

    ta loko!!

  • http://www.fotolog.com/lesivo Thomaz

    o @$%@#$¨@# que chama uma rachadura de arte, merece tanto tapa…mas tanto…
    O louco de chamar isso de instalação,
    é que não instalaram nada só tiraram um pedaço do prédio
    que se conseguissem tirar um pedaço desse inteiro daí sim dava pra chamar de arte

  • http://www.eitagota.blogspot.com Gutemberg

    O escorregador deve ser mesmo “supimpa” ma so resto… o povo é doido.

  • janete

    nao vim aqui para discutir a qualidade das obras que foram citadas na matéria. mas nao posso deixar de falar sobre todas as bobagens que foram ditas.
    para começar, o pollock vale tudo isso o que vale nao por acaso. a obra dele foi importantissima dentro de todo o contexto onde foi criada. mas para explicar isso, seria necessario explicar muitos anos de historia, coisa que ninguem aqui parece estar interessado.
    o comentario a respeito da instalação também foi deprimente. só posso dizer que vc simplesmente nao sabe o que é uma instalação, e ponto final. se quiser saber, vai procurar.
    e é justamente esse o ponto. vcs falam mal sem saber do q estao falando. uma coisa é nao gostar, outra é dar opinioes infundadas. da proxima vez que forem dar pitaco sobre algo, procurem se informar. pq se é pra falar mal, que seja com categoria.

  • Gilberto

    Janete,

    arte é subjetiva, se eu acho que uma instalação é idiota, ela é idiota. Eu sei o que é instalação e entendo que muitas delas não passam de devaneios sem sentidos como a do costa riquenho Guilherme Vargas Habasuc que fez uma matando um cachorro de fome A história está neste link.

    Rachadura e quadro branco não é arte, são uma rachadura e um quadro branco. O “artista” inventa uma história em torno de uma peça pouco inspirada, chama de instalação e os intelectualóides vão na enrolação.

    Isso aí nada mais é do que mais uma versão da fábula do Rei Nú, onde dois picaretas deixam o rei sem roupas e dizem que ele está usando uma que só os inteligentes podem ver, e para se provarem inteligentes o rei e os súditos começam a dizer que a roupa é linda. É o caso destas instalações… Um intelectualóide, geralmente sofista, diz que a obra é coisa de gênio, e os outros intelectualóides o seguem.

    Quanto ao Pollock, é o que eu falei, acho que a obra dele é horrível, tem muita gente melhor por aí. Mas se tem quem goste, paciência, EU não gosto, e não pagaria nada por ela, nem que tivesse muito dinheiro.

  • janete

    mais uma vez me sinto obrigada a responder. o que eu falei não tem nada a ver com a questão do gosto. tu pode até nao gostar do pollock, mas tem que reconhecer que ele tem sua importancia na historia da arte. pouco importa se eu gosto ou deixo de gostar, o nome dele já foi consagrado, e há alguns motivos pra isso.
    e concordo contigo quando tu dizes que tem muito artista que vende seus embustes a preço de ouro como se fossem as mais novas maravilhas da genialidade humana. tem gente que cai na conversa, tem gente que nao. acho saudavel a discussão, mas tem que prestar mais atenção na forma como se colocam as coisas. pq senao a tua opiniao sobre a arte vira tão sem sentido quanto tu diz que ela é.
    a propósito, realmente deplorável o trabalho com o tal cachorro.

  • Gilberto

    Eu disse justamente que o quadro totalmente em branco, e a rachadura são isso, embustes.

    Quanto à consagração do Pollock, eu prefiro formar minha própria opinião. E ela é de que ele não cai muito longe da fábula do rei nú.

  • janete

    tudo bem tu achar que são embustes. mas da forma como tu te coloca, acaba criando novamente a fábula do rei nu. sem o menor critério e embasamento, tu simplesmente fala que são ruins e isso ou aquilo.
    tu acaba agindo da mesmíssima forma que esses artistas que vem com qualquer papo, esperando que o maior número de pessoas os aceite. infelizmente é preciso que se tenha um pouco de conhecimento prévio pra falar sobre arte. não to dizendo que tu não tem (também não foi pra ti a historia de não saber o q é instalação), mas tu coloca tua opinião como daquelas pessoas que ficam dando discursos contra a arte contemporânea sem nem saber do que se trata.
    quanto ao pollock, eu só usei ele como exemplo, pq certos comentários do tipo são feitos a respeito de vários outros artistas.

  • Gilberto

    Janete,

    de embasamento estão carecendo seus comentários.

    Até agora você agiu de forma sofista, dizendo que eu estou errado porque estou.

    Eu sustento o que disse na postagem, e argumentei minhas razões. Uma rachadura não é arte, qualquer um faz uma rachadura, um quadro em branco não é arte, qualquer um faz um quadro em branco.

    E sim, tem muita porcaria em arte contemporânea e em tudo no mundo (se bem que a arte contemporânea se destaca na produção de porcaria), mas a grandessíssima parte da produção humana é porcaria, são poucas as coisas que são realmente dignas de nota (são poucas em relação à quantidade de produção, o número relativo é pequeno, mas o absoluto não o é).

    Agora, qual o seu argumento?

    Para que você me demova da minha opinião, eu preciso de argumentos, e não sofismos.

  • janete

    tu até o momento também não usou nenhum argumento decente, são todos baseados no teu gosto pessoal puro e simples. não venha me dizer que “uma rachadura não é arte, qualquer um faz uma rachadura” é um argumento.
    essa questão da técnica (do tipo, eu faço uma rachadura melhor do que a sua) já foi superada há muito tempo. hoje em dia a arte se baseia muito mais no discurso criado do que na aparência das coisas. a aparência é só um meio para se chegar ao discurso, às questões levantadas pela arte.
    seria muito mais fácil pensar na rachadura pela rachadura e só, como era feito no modernismo. mas não é assim que a arte é feita atualmente, isso é um fato, goste dele ou não.
    e quem define qual discurso tem valor é o sistema das artes – formado por curadores, críticos, marchands e também os artistas. é claro que se pode discordar, discutir, mas é preciso apresentar argumentos que ainda tenham valor. dizer “isso eu também faço” não é um critério que ainda possa ser usado.
    numa obra de arte há a aparência / estética, o discurso que foi criado a partir da / e para a obra, a técnica empregada (e muitas vezes essa técnica é pobre mesmo, não por falta de capacidade do artista, mas por que o objetivo dele devia ser executado daquela forma), os meios utilizados, onde ela está inserida, e muitos outros aspectos que tu não tá levando em consideração.
    uma outra faceta é que às vezes a arte fica discutindo a si própria, se não o faz sempre. questões de sua história e de sua lógica, meio que se isolando do mundo exterior. também tem de se levar em conta de que a obra de arte pode querer ser só aparência pura e simples, assim como tu tá julgando essas obras. mas até isso acaba virando um discurso, é inevitável, e ainda assim os outros critérios devem ser considerados.
    a produção de arte acabou se tornando um buraco sem fundo, pode tudo e vale tudo. se se pretende enquanto arte, já é arte. mas o que realmente vai definir se essas coisas que se fazem por aí são arte, é o tempo. atualmente é difícil, senão impossível, chegar a um consenso.
    e eu não quero te demover da tua opinião, acho a discussão, como já disse antes, muito válida.

  • Denis

    breve comentários sobre a arte cotemporânea.. e das questões aqui apontadas…

    Vamos pela história da Arte…

    Pollock foi um precursor… e teve o seu momento e o seu tempo, qualquer um que fizesse o que ele faz hoje estaria imitantodo-o. Acontece que, quando ele fez as suas pinturas, NINGUÉM (nem mesmo um elefante) haviam feito coisa parecida. A sua questão em relação à arte moderna (e não contemporânea) é em relação ao fato do deslocamento da tela do cavalete para o chão… do tipo de tinta (industrial/automotiva e não uma tinta fabricada para a função da pintura artística ou de artes plásticas ou visuais). Em relação a história da arte ele teve a sua importância pois foi o principal artista do movimento “expressionismo abstrato”, fundamentado e baseado em teorias contundentes para a época (diga-se de passagem) mas sem, em nenhum momento desmerecer a sua obra.

    O que ocorre hoje (e quase sempre ocorreu) é a dicotomia entre a arte produzida hoje e o conhecimento do grande público geral/leigo… essa discrepância as vezes ultrapassa décadas e séculos, pois os cânones mudam cada vez mais rápidos, e esse mesmo público não acompanha. Uma prova disso foi uma matéria que eu vi sobre uma mostra do Arcimboldo em algum lugar da Europa… Paris talvez… no Jornal Hoje, na rede Globo…. blergh… que é do final no renascentismo. Isso tem 500 anos, no entanto é “venerado”, pois já esta assimilado propriamente no imaginário coletivo através da arte, mas também da historia e da técnica (aqui o Pollock entra novamente)

    No entanto muitas obras hoje utilizam os seus discursos para se vender… e não a dúvidas sobre isso. No entanto a suas distância do público que, por um problema grave de educação (não importa se for PhD em Medicina, uma pessoa que for fechada a certos conceitos e parâmetros será assim até o fim da sua vida fechada as diversos cânones que não correspondem necessariamente apenas a área das artes)

    Mas agora vamos falar da rachadura.. rachaduras existem em muitos lugares (mal feitos, mal construídos, mal conservados… etc..) mas, quando se vai a um museu de arte, ou seja, um lugar legitimado, institucionalizado como tal, esse tipo de coisa não existe (ou não poderia existir, salvo museus brasileiros públicos…. infelizmente). Eis que ocorre ai um deslocamento que faz o visitante “PENSAR” e não apenas “APRECIAR” a arte… e eis MOTE da arte contemporânea!!!! Fazer o observador parte da obra e não mais um mero espectador do que ocorre em sua frente (sobre isso, sugiro os vídeos do Matthew Barney/ Cremaster Nº 3 – de preferência – e os vídeos do Jan Svankmajer – que tem rachaduras e buracos nas paredes como tema nos vídeos da década de 60 e 70)

    Mas pensar sobre a arte é muito complexo, e. para um leigo que não entende, logo, por conseqüência de um não entendimento, isso passa a ser “não é arte” ou “isso qualquer um faz” ou “isso o meu filho faz” ou – melhor ainda – “isso até um elefante faz” (vale lembrar que os elefantes são animais extremamente inteligentes, capazes de ter uma noção sobre a própria questão de morte, por exemplo… entre outros animais que são “subjugados” diante de um especiscismo ) é acabar no lugar comum do pulbico leigo visitante de exposição/mostra/bienal de artes.

    Cada um tem o seu gosto e isso não se discutirá, mas as referências sim! Se um artista propõe que o rei está nu e todos acreditam, eis a sua proposição com arte… não é mais a roupa do rei… e sim que ele esta nu e que todos acreditam nisso! E eis o discurso da arte contemporânea….

    Alguns funcionarão… outros não. Mas para separar o joio do trigo, haverá de ter embasamento sobre a elaboração de critérios para tal… coisa que não são todos que terão.. e sim somente os estudiosos. Infelizmente… mas não vivo numa sociedade utópica… portanto “ces´t la vie”!

    Mas sobre o problema dos discursos sobre a arte contemporânea… isso existe em demasia, mas não é algo que a desqualifique como tal…

    O que basta, para qulquer um, é pensar sobre o que se vê e não somente absorver e dizer “isso é arte” ou “isso não é arte”, através de uma visão muito simplista e planificadora…

    Mas acho que me estendi demais… e deixarei questões em aberto…

  • Gilberto

    Fernando,

    Aceito, peguei pesado com o Pollock, e não vejo porque discordar do teu argumento de ineditismo da obra dele, bem como da contundência das teorias, que não sei quais são mas não vejo motivo para duvidar de você. Vou procurar ver os vídeos, e posso até mesmo passar a respeitar mais o Pollock, à despeito do meu gosto pessoal.

    Quanto à arte moderna, eu de fato tenho muitas restrições. Não sei se Surrealismo é um movimento moderno, mas vamos tomar Miró por exemplo, já que eu tive a oportunidade de ver mais de uma vez em museus. Quando você vê a obra, você nota que ele criou algo, a sensação de arte emana delas. Claro que a explicação da obra ajuda a entender melhor, mas mesmo sem ler ou ouvir a explicação, a sensação de arte existe.

    Já no caso da pintura em branco e da rachadura no chão, não existe essa sensação. Sem as histórias que o pintor ou o escultor contam, na grandessíssima maioria das vezes recheadas de sofismas, como o discurso da Janete aqui neste post, elas ficam na casa do idiota, como a pintura em branco, ou na casa de algo que seria facilmente alcançado por um pedreiro incompetente como no caso da rachadura. Você pode ver no último caso que mesmo o museu não leva a artista muito à sério, já que batizaram informalmente a obra de “Doris’ Crack”, crack em inglês também pode significar a linha formada pelas nadegas…

    Eu entendo que muitas instalações de arte que são bacanas, que mesmo sem a explicação do autor dá para ver a arte na arte em si. Mas considero que quanto mais um autor precisa explicar e definir sua arte, é porque ele não teve a competência de deixar a obra falar por si.

  • Omar

    Eu não me importo com quem deu que conceito do que é “boa” arte ou não.

    Uma coisa é definir a importância do autor em um contexto histórico, outra coisa é questionar a obra em si.

    Em meu humilde ponto de vista, a arte deve ser capaz de tocar a pessoa independente do conhecimento prévio que se tenha da mesma. Ela deve, por si só, mover quem a aprecia. Simples assim.

    As obras de Pollock são horrendas, assim como metade das obras de Miró, só para citar dois exemplos.

    Não tenho dúvidas de que boa parte da apreciação que é dada a certas obras e autores é fruto do trabalho dos marchands. Afinal quem tem mais interesse em rotular, datar e alardear um produto do que aquele que vai lucrar com ele?

  • Ikoma

    Do jeito que colocam e discutem a arte aqui nessa pagina e principalmente a pessoa que escreveu a se essa pessoa se deparar com o “urinol” do Duchamp jamais iria entender o quão grande e importante para a história da arte foi o “urinol” De Duchamp.
    É a mesma coisa minha mãe olhar um jogo de futebol e dizer isso é uma m…. um bando de macho correndo atras de uma bola e ganham uma fortuna, ou seja, ela não entende patavina de nada acerca do futebol assim como os que não conhecem a o brilhante trabalho do pollock ou os que disseram que ven gogh não era bom etc… natural num país onde a maioria da população não tem acesso a a cultura a educação e muitissimo menos a arte!

  • Ikoma

    Antes a obra tinha que se explicar por si próprio. Hj a história do artista, sua trajetória, o contexto que estava inserido contam. No modernismo a obra por si só era como se fosse assim auto-explicativa. Hj fatores externos contam na ánalise da obra. Como a Frida Kahlo por exemplo sem contar a história da vida dela e dos movimentos que ela fez parte fica muito dificil compreender sua obra. Agora depois de ler alguma coisa sobra a vida dela a compreensão da obra se torna totalmente diferente.

  • Ikoma

    Essa obra de arte do cachorro morrendo de fome pode ser horrenda. Mas ela só se torna horrenda mesmo pq esta dentro do museu. E todos os dias qdo passeamos no centro de alguma grande cidade e observamos os mesmos cachorros e crianças morrendo de fome, as crianças fumando crack etc…
    Agora me pergunto sera que esse artista não quis que as pessoas refletissem sobre isso? Pq dentro do museu uma realidade, que é normal nas ruas, pode ser tão assustadora(só pq esta dentro do museu pq na rua seria normal)? Ja parou p pensar nisso?
    Arte é muito mais do que simplesmente olhar, muitas pessoas “olham”, mas pouquissimas conseguem “ver”!
    E com certeza dúvido que ja teve o prazer de olhar a obra dele ao vivo. Pra quem conhece algumas técnicas relacionadas a pintura, como composição, textura, história da arte etc… com certeza olharia a obra do polock com outros olhos. É a mesma coisa que pedir para um jogador de futebol para analisar um disco do chico buarque ou um concerto do wagner
    pq quem só entende de bola não seria uma pessoa confiavel p dar pitaco né.
    Valeu?

  • Gilberto “Knuttz”

    Muita gente confunde a pessoa com a obra, muitos gênios abstraem conceitos fantásticos mas ao executarem-no terminam por mostrar uma cópia mal feita do que propôem, Pollock é o caso.

    Conceitualmente ele é genial, a obra é simplesmente boba.

  • Gilberto “Knuttz”

    Ikoma,

    na realidade o cachorro na rua teria muito mais chances de sobreviver como vira-latas que dentro de um museu acorrentado para morrer. É triste, pelo bem da arte, ele deveria se acorrentar para morrer ele de fome para denunciar a fome no mundo, e não matar um animal, que é muito cômodo.

    De fato nunca vi Pollock ao vivo, mas já tive a oportunidade de ver o trabalho de outros artistas famosos de várias escolas.

    O contexto histórico em que Pollock se coloca pode fazê-lo se passar por genial, aliás, como disse mais adiante, até aceito que ele pode ter sido um gênio.

    Mas a obra dele é terrível.

  • Henrique

    “As pessoas só vêem o que sabe”, se elas não sabem elas não vêem, certo?
    A instrução foi crucial para domar o animal que existe dentro de cada um de nós. Portanto quando temos uma oportunidade liberamos esse animal e ele passa a imperar com todo ímpeto. Esse imponente ímpeto pode proporcionar uma cisão na sociedade porque ela seria encorajada por esse animal a cometer as mais diversas torpezas contra aquilo que elas não sabem. A estética sempre foi polêmica porque incentiva o sujeito à reflexão se valendo da instrução. Quando não se tem instrumentalização necessária, aquele animal adormecido é encorajado a por as garras de fora e a esfolar a cultura pelo sofismo que antes apregoa como passível de ser banido do rol dos opinantes. Sofismo? quem sabe que categoria de pensadores seria essa senão eles próprios? Se você concorda que o animal irracional , travestido de culto, ronda sua mente e você aceita; transformou-se num animal doutrinado. Justamente aquilo que as pessoas mais se recusam a aceitar: a religião dos acéfalos alcançar seu intento.

    O dominio do inconsciente está por ser descoberto… falta muito ainda para deixarmos de falar asneiras e parar de vivenciar a hipótese como argumento pronto. Provocar feedback para aprender é interessante tática de garimpo. Garimpeiro é aquele que pode pescar uma pedra preciosa ou uma merda endurecida que jogaram na água. Os bons feedbacks são adquiridos quando se sabe oferecer oportunidade de crescimento.

    Quando se procura assassinar é necessário saber fazê-lo, senão a vítima pode recuperar-se e revidar. Principalmente quando a vítima for um excelente lutador. Dentre os intelectuais engajados por provocar os melhores sentidos na existência humana estão os que lutam para dissipar as trevas da mente e combater os intelectualóides forjados em latão de 2ª categoria da cyber cultura. Um rabisco pode ser mil vezes mais comunicativo do que a letra “A”, que necessita de condicionamento para percebê-la, esse nível de instrução foi o que proporcionou a queda da razão dentro da obra de arte. Um sentimento inteiro pode embalar os ideais contidos no gesto e pode não ser transmitido pelas regras de convívio do auto-reflexo.

  • Davi

    Janete, concordo em gênero, número e grau com o Gilberto, um monte de rabiscos NÃO É ARTE, por mais que um MONTE DE IMB$#¨%#¨%@ intelectualoides, gostem de idolatrar qualquer porcaria, por que isso massageia seus egos, achar que são melhores, mais refinados e mais sensiveis do que a plebe que não consegue achar nenhum prazer em uma tela RIDICULA que um cavalo com um pincel na bunda conseguiria fazer melhor….

    E pagar fortunas por estas porcarias, é coisa de gente que quer mostrar que tem dinheiro, e pretensamente entende de arte.

  • Davi

    Janete

    ” hoje em dia a arte se baseia muito mais no discurso criado do que na aparência das coisas. a aparência é só um meio para se chegar ao discurso, às questões levantadas pela arte.”

    Se for assim então, eu cago numa folha de jornal, e inscrevo pra expor na bienal, dizendo que a cagada em questão me comoveu muito, tanto pelo abandono das fezes em si, que ja estiveram dentro do meu corpo, como pela notícia que eu mirei na hora no ato, que falava em algum sequestro ou homicidio comovente, e me ponho a discutir as relações entre a minha merda e a violência da sociedade.

    Bingo! sou um artista, e mereço ganhar milhões de euros pra cagar em folhas de jornal, e isso não pode ser discutido, ja que essa de “eu também posso fazer isso” não deve ser levado em consideração….

    Ahhh, por falar em fezes, tem um “artista” ai que resolveu enlatar a merda dele e vender isso, deve estar rico, procura ai no google que tu acha sobre isto.

  • Davi

    Denis

    “Mas pensar sobre a arte é muito complexo, e. para um leigo que não entende, logo, por conseqüência de um não entendimento, isso passa a ser “não é arte” ou “isso qualquer um faz” ou “isso o meu filho faz” ”

    Então arte não é realmente algo pra ser sentido, admirado, pra qualquer um olhar um belo quadro e admirar?

    Da forma que você falou, confirmou o que eu pensava, que hoje só existe pseudo-arte, uma tremenda porcaria que NÃO É ARTE, que só faz sentido pra quem faz faculdade ou cursinhos sobre aquele tema, algo que só serve para os idiotas da panelinha ficarem se vangloriando, porque apenas eles, os entendidos, conseguem saber sobre aquilo, e para quase 100% do mundo, aquilo não interessa.

    Sinceramente, o que leva alguém a entrar num curso de artes/pintura/etc… e achar que é melhor que o resto da humanidade só porque empina o nariz ao falar de um monte de artistas desconhecidos,que só os estudantes de arte e curadores de museu conhecem e admiram, justamente não porque ele seja bom, mas porque o público não gosta, então é exclusivo…

    Pra mim esta pseudo-arte é somente para gloria das panelinhas dos cursos de arte e dos curadores de museu.

  • ANDRE

    Ola,
    Eu estou cursando artes plásticas na FAAP em sp, passei 4 anos discutindo arte e to pra me formar… De fato a arte é elitista.
    Ela possui um sistema de auto-sustentação, para que gere dinheiro, money, bufunfa… O que acontece hoje em dia com a arte contemporânea é o resultado de um caminho que passou pela tela em branco, por Polock, por Picasso, pelo urinol, (todos questionando aspectos da arte para a sua maior liberdade e independência)… Avançando de uma arte pré-moderna aonde arte era aquilo que era belo, prezava-se o aspecto estético, para uma arte aonde a idéia tornou-se superior à obra em si. Muitos filósofos modernos chamam esse processo de A MORTE DA ARTE. o que existe como arte hoje em dia é extremamente diferente daquilo que deu origem à palavra “arte”. E de fato é uma lambança, tipo cego em tiroteio. Eu acho triste ter que estudar arte em uma academia durante 4 anos para aprender aspectos importantes sobre ela. De fato ela é feita para aquela “elite” onde muitos são ego-maníacos e muitos são perfeitamente equilibrados. No entanto recuso-me a aceitar que a rachadura da dóris seja uma porcaria. Eu nunca tinha visto esse trabalho e achei muito bom! Se vc disser que isso não te desperta nenhuma sensação, nenhum sentimento nem nada é por falta de sensibilidade, na minha opinião. OK, OK… valeu