Cultivando Fontes - Parte 1
Por Gilberto "Knuttz" em 12/09/07 em Dica
Se você tem um blog que trate de qualquer tema globalizado e não produz seu conteúdo, você tem em tese três opções:
- Ser papagaio de portal
- Postar depois dos outros blogs, seguindo as redes sociais nacionais
- Cultivar suas próprias fontes na gringolândia e deixar os outros para trás…
O item um é indesejável por motivos óbvios, existem milhares de papagaios de portais reproduzindo ao pé da letra o conteúdo destes, que por sinal muitas vezes é defasado em várias horas ou alguns dias, já que a grade maioria dos portais compra notícias sindicalizadas das agências internacionais.
Para o item dois, o entendimento vem com uma pergunta retórica: “você quer seguir o que é postado nas capas das redes sociais, ou quer ter a sua postagem publicada nelas?”.
Resta então a opção de cultivar suas próprias fontes. Ela é, sem dúvidas, a mais demorada e trabalhosa das três, mas também é, de longe, a que lhe dará mais frutos, já que um bom bookmark somado a uma boa coleção de feeds agregados no seu leitor preferido lhe renderá conteúdo novo para postar com freqüência.
O que vem a seguir reúne um pouco do que eu aprendi ao longo de seis anos de publicação de sites, ralando na internet em busca das fontes primárias. E como ninguém é bobo, uma ou outra dica para lhes ajudar a resguardar estas fontes, afinal, somos todos competidores em busca da postagem que vai arregimentar o maior número de audiência, aquela postagem matadora que vai viralizar e emplacar nas capas dos grandes distribuidores de audiência.
Nada virá de mãos beijadas, vou dar um mapa que vai ajudar os menos experientes, ou até mesmo alguns que ainda não abriram os olhos para algumas nuances, a encontrar muitas possíveis fontes, mas definir a relevância delas vai ser mérito puramente seu. Até chegar a uma coleção firme de bookmarks e feeds, é possível que você entre em algumas centenas de sites, e vai certamente topar com muita porcaria, e o segredo é justamente descobrir o que não é (porcaria)…
Como o artigo está se estendendo demais, eu resolvi dividi-lo em duas partes, hoje, apenas o preâmbulo e como usar o Digg e digg-like da melhor maneira para encontrar boas fontes.
Preâmbulo.
- A internet fala inglês baby, você não fala? Sorry, você vai ficar para trás, aprenda ou se contente – a tradução para português do Google Translator é fraca;
- A internet não fala apenas inglês, mas isso não é problema, use o bookmarklet de tradução automática do Google, que joga tudo para inglês, quase sempre com uma qualidade aceitável.
Preparando-se.
Abra pastas temporárias no seu bookmark e no leitor de feed, os links que forem coletados nesta fase devem ser colocadas em sub-pastas com o nome do tópico dentro deste arquivo temporário, nesta fase você vai colecionar sites. Visite-os tentando definir a freqüência e a regularidade atualização deles, use os comentários dos bookmarks para a anotar impressões. Só depois de estar bem seguro que determinada fonte é fluente e confiável, é que você irá transferir para as pastas definitivas.
As pastas definitivas devem ser bem organizadas, eu pessoalmente, classifico por relevância. Dentro da pasta “X” eu faço um ranking decrescente, de 5 à 1. Mas isso varia de pessoa para pessoa, então…
Parte 1 – Usando o Digg
1. Capa de agregador serve mais para detectar trend e buzz que propriamente colher fontes.
Lembre-se, seu objetivo não é reproduzir o que outros publicaram ali, é estar ali.
Redes sociais do tipo do Digg são muito dominadas por panelinhas, o sistema infelizmente proporciona isso. Durante minhas incursões em busca de fontes no Digg, não foi uma ou duas vezes que eu pude ver histórias originais afundarem e outras baseadas nelas chegarem à capa, tudo por conta do networking de quem enviou. Por exemplo, qualquer envio do Mr.Babyman no Digg chega à 20 ou 30 votos em poucos minutos.
No máximo use as capas para analisar as tendências, ver o que é mais publicado por aquela determinada rede, e detectar tendências (trends) e assuntos quentes (buzz).
2. Um bom começo: upcoming links do Digg, comece o cultivo
O Digg facilita muito o cultivo de fontes, antes dele, eu costumava encontrar fontes através com Google identificando quem estava linkando determinados sites que eu via estourar, mais precisamente procurando descobrir quem teria sido o primeiro a fazer o link. Mas o “upcoming links” do Digg mostrou-se um excelente substituto.
Escolha o seu tópico de interesse, vá ao “upcoming links” dele, e escolha a opção “most voted”. Você precisará identificar os principais postadores daquele tópico, localize links em que a relação votos/tempo se destaque (sim, isso também serve para identificar uma história que ainda vai sair na capa do Digg, e que pode valer uma boa postagem, mas não é este o objetivo deste artigo).
Dependendo do postador, você tratará de duas maneiras as histórias enviadas:
2.1 Se o link tiver sido enviado por alguém com baixo histórico de envio ao Digg, e o site for pouco conhecido, você tem uma boa probabilidade de topar com uma boa fonte logo de cara.
2.2 Se quem enviou a história tem muitos links publicados, faça uma busca no próprio Digg usando os termos daquela história, é possível você encontrar links anteriores para a mesma história, se existirem dê preferência a eles.
Depois de identificadas as histórias, se aprofunde, vá seguindo os links sempre em busca da fonte primária.
3. Procure os digg-like Europeus.
O mesmo que vale para o “upcoming links” do Digg vale para os digg-like europeus. Existem vários, para citar dois, temos o meneame.net que é espanhol e é uma boa opção para quem não fala inglês, e tem o Scoop, francês, que é traduzido de forma aceitável pelo Google Translator.
Semana que vem publico a parte dois, e provavelmente final, deste artigo.
Os links abaixo têm conteúdo relacionado ao que você acabou de ver:
-O mês em que eu dominei o Digg, e como isto pode lhe ser útil
-Os 10 erros mais comuns cometidos ao enviar um link para o Uêba
-Dicas básicas para melhor aproveitamento do Google
-Uêba, digg-likes, Yahoo Posts e “experts”
-Nove provas de que o Google é, na realidade, Deus


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Flávio | Sep 13, 2007 | Reply
Gostei da dica. Quando comecei a blogar eu era papagaio de portal, depois passei para a faze de postar depois de outros blogs e por fim comecei a achar uma identidade. Essa é a parte mais difícil mas é também a mais prazerosa. Eu acho interessante manter essas fontes justamente para ter diversidade de assuntos no blog. Um blog de tecnologia, por exemplo, deveria publicar de vez enquando alguma coisa que fosse fora do contexto. Falar sempre da mesma coisa é chato e enche o saco.
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Moskito | Sep 13, 2007 | Reply
Opa!
acho que “falar sempre da mesma coisa” pode ser evitando linkando diferentes assunto com o foco do site…
Muito boa as dicas, Gilberto. Eu ainda não tenho o costume de acompanhar o digg, mas tenho lá meus “gringos favoritos” bem assinados. hahaha
Acompanhar as tendências e ir direto na fonte é importante, informação mais descente e quentinha…
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Notícias Genéricas | Sep 17, 2007 | Reply
Parabéns pela proposta do blog
http://noticiasgenericas.blogspot.com/
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