Archive for the 'Indústria' Category

Microsoft abrirá lojas com a bandeira da sua marca

Gostem ou não das práticas comerciais da gigante de Redmond, há de se convir que a Mircrosoft tem uma excelente linha de produtos, ok, algumas versões do Windows (as pré-NT e o Vista, mais especificamente) foram bizonhas, mas a linha de produtos da empresas continua sendo excelente, principalmente os hardwares da marca que têm excelente qualidade e vida útil muito duradoura (usei um TrackBall Explorer por 9 anos), a linha de games com o Xbox 360, com um pouco de boa vontade o Zune, e ainda os produtos de alto poder atrativo como a Microsoft Surface.

Ou seja, mesmo que se ignore o sucesso das lojas de sua concorrente mais próxima, a Apple, já não era sem tempo de a marca começar a ter lojas timbradas com seu nome na frente e começar a ter uma aproximação com o consumidor final, um contato mais pessoal. E parece que isso vai mesmo acontecer. Mês passado foi apresentada, em evento fechado, um modelo do que seria a loja da marca, que provocou, segundo o site DVice, reações misturadas. Tem gente que acha que faz sentido a marca ter suas lojas, e gente que rechaçou-a achando que seria simplesmente uma cópia capenga das Apple Stores.

Este mês, junto com a informação da contratação de um novo Vice Presidente de Lojas Varejistas (Retail Stores), David Porter, anunciou-se também que as lojas estão muito próximas de virar realidade. Já se prevê de antemão que a maior dificuldade das lojas da marca é que, ao contrário da Apple, que controla todos os hardwares e softwares que são lançados para seus produtos, e por conseguinte consegue prover um serviço como o “Genius bar”, que dá suporte a ambos em seus micros, como fica a Microsoft quando tiver que lidar com um problema de hardware, ou incompatibilidade entre programas causada por aplicativos de terceiros?

É esperar para ver como eles vão lidar com isso. É uma oportunidade de a empresa ganhar uma cara mais humana, ou de detonar de vez sua imagem.

Neste site é possível fazer um passeio virtual na loja.

Brinquedo novo no horizonte ;)

Eu falei en passant que parte do projeto da Nokia envolvendo mídias sociais (blogs, forums e orkut, principalmente), envolve ceder a um grupo de 30 pessoas, por empréstimo, aparelhos para testes.

Estes aparelhos vão chegar na casa dos participantes, que poderão ficar com eles por um período determinado de tempo, não sei exatamente quanto, mas algo entre duas e três semanas, e depois serão devolvidos à fabricante.

O projeto não envolve trocas financeiras, ou seja, eles não vão me pagar para analisar os telefones, e eles não demandaram nenhum tipo de comportamento, nem mesmo  o de postar, não há condições. Mas é óbvio, e seria insultar a inteligência de vocês não admitir, que eles tem a expectativa de que postemos sobre os aparelhos, mas isso foi coberto de outra maneira: todos os envolvidos tem por pauta, se não tecnologia, algumas das funções principais dos aparelhos convergentes que estão no mercado.

Mas não resta dúvida que a fabricante tem muita confiança no produto que faz, aliás, outras fabricantes igualmente confiantes, caso queiram mandar aparelhos para teste podem ficar a vontade e usar o formulário de contato do site para falar comigo ;)

Carta Nokia

Barra de trabalho do Windows 7 – Gostei

Se imita ou não a de outros sistemas operacionais, sinceramente I just don’t care… O fato é que eu gostei.

AdSense lança versão ‘in game’ (para jogos online)

Em seu incansável caminho rumo à dominação mundial, o Google lançou no mês de outubro o AdSense para produtores de jogos. Não consegui ver nenhum exemplo funcionando, mas acredito que os afiliados teriam os anúncios do tipo que se chama ‘interstitial, eles carregam antes do jogo em si começar.

Como bem apontou o site Joystiq, isso deverá ajudar, e eu completo, incentivar, os produtores independentes, vamos ver no que dá…

Uêba, digg-likes, Yahoo Posts e “experts”

Nota importante: apesar de eu ser um dos consultores do projeto Yahoo! Posts, não estou aqui exprimindo a opinião do Portal Yahoo nem da LiveAD, exprimo unicamente a minha opinião, com a autoridade de quem há seis anos analisa conteúdo e já publicou, no Uêba, um site que não é propriamente social, mas é colaborativo, mais de 66.000 links.

Mas antes de entrar no post propriamente dito, mais dois esclarecimentos prévios são necessários para que não se distorça o que vem pela frente.

O primeiro é que eu acompanhava Kevin Rose no The Screen Savers e em seu blog, comecei a freqüentar o Digg logo que foi anunciado, fui usuário de primeira hora, e isso aconteceu quando eu estava reformulando o sistema do Uêba para um desenvolvido por mim. Na realidade eu cheguei a adicionar funções que me permitiriam fazer o Uêba funcionar por votos, tal como o Digg, e por duas vezes, uma na época da implantação do novo sistema e outra em meados de 2007, eu balancei muito entre ativar ou não a votação. Em ambos os casos, optei por não ativar. Então, o Uêba não foi o primeiro Digg nacional, simplesmente porque eu não acreditei que o modelo funcionaria aqui.

O segundo é um esclarecimento ao termo autopromoção que eu aplico no site. Ele não é amplo. Eu me refiro apenas àqueles que procuram autopromoção a qualquer custo e não tem o menor senso de autocrítica. Eu não acho ruim receber, no Uêba, material bom enviado pelo próprio produtor, acho péssimo receber material que é clara e notoriamente uma porcaria. Inclusive falei para isto para a Lúcia Freitas e ela publicou aqui.

Isto posto, sigo.

Na raiz do bom funcionamento de um site como o Digg está o aspecto colaborativo, altruísta, de seus usuários, o desejo de indicar algo interessante pelo simples motivo de ser interessante, e certamente sem a ânsia de autopromoção.

A etiqueta não escrita que reinava no Digg à época que eu acompanhava o site, dizia ser aceitável que o usuário enviasse seus links próprios, desde que estes representem uma pequena fração da sua quantidade de contribuições. No Digg, quem enviava muitos links autopromocionais, terminava tendo o domínio banido, ou colocado em hipersensibilidade, ou seja, uma situação em que ao primeiro ‘report this link’ era suficiente para enterrá-lo.

O porquê disso é simples, os links da fila de votação TÊM QUE SER OBRIGATORIAMENTE INTERESSANTES, se não forem os usuários não navegarão por ela e conseqüentemente não se manifestarão a respeito de maneira ativa. Quando o altruísmo sai de campo e o egoísmo deixa de ser aquele bichinho feio, que todo mundo esconde, para ser o rei do pedaço, a fila de votação se torna irrelevante e esdrúxula, e quem vai até ela é simples e friamente quem tem negócios a realizar ali. E por negócios entendam, usuários clones, panelinhas, e qualquer outra forma artificial de promover conteúdo.

Querem um exemplo palpável? Entrem em qualquer digg-Like nacional e façam uma busca pelo extremamente importante assunto para os apreciadores da cultura glútea nacional “Mulher Melancia” e contem a quantidade de links e o brilhantismo das chamadas, chega a ser patético o fato de que todos aqueles links estavam em fila de votação.

Criou-se um ciclo vicioso, uma fila de votação que não é interessante faz com que os links de capa também não o sejam, o que afasta o usuário normal do site como um todo – afinal, se a capa não é interessante, o que poderá ser? – e deixa apenas o usuário que está em busca de autopromoção, que termina por gerar conteúdo que em sua maioria é irrelevante, que torna a fila de votação desinteressante, ad infinitum.

Aliás, as filas de votação de link se resumem a adornos que beiram a inutilidade, eu naveguei sei lá por quantas páginas delas em vários desses digg-like, e a quantidade de votos não seria suficiente para eleger síndico de prédio pequeno.

Pe-pe-pe-pe-pe-pera aí... se as filas de votação de link não têm, ou quase não têm, votos, como é que estes links são promovidos à capa? Em boa fé eu vejo dois cenários possíveis, os votos são todos ou em quase totalidade feitos a partir do site que publica o material, através de botões, ou então estes digg-like não são tão operados por crowdsourcing quanto apregoam ser (coisa que na minha opnião pesaria a favor deles, só precisando ser explicitada).

Partindo do princípio que os links não são enviados de forma colaborativa, e sim autopromocional *E* que não se vê votos nas páginas de fila de votação, o que leva a crer que links sejam promovidos com os votos provenientes dos próprios sites que os enviaram ou pela própria editoria do digg-like, a conclusão é muito simples: os digg-like no Brasil só são sociais da boca para fora, factualmente, são um concurso para ver qual site consegue mais votos, mais rapidamente. Reduzem-se pois, a “Top 30” glorificados…

Que fique claro, não estou dizendo que os editores dos digg-like agiram em prol disso, apenas deixaram acontecer. O usuário autopromocional que não tem autocrítica com o que publica em seu próprio site, não dá a mínima para a qualidade de terceiros, eu vejo isso acontecer TODO dia, de 250 links que chegam ao Uêba, quase 200 são descartados, destes pelo meno 50 são absoluto lixo e 50 não teriam sido enviados se o usuário lesse as regras de envio.

O efeito colateral, entretanto, é perverso. Muita gente acha que estes sites são sociais, inclusive alguns “experts”, ou seja, se até gente que supostamente deveria ser capaz de analisar e deduzir a diferença não consegue fazê-lo, o que se dizer do usuário leigo, que vê estes sites pelo que dizem ser e não pelo que são?

Aí chegamos ao Yahoo, Buzz e Yahoo!Posts.

O Buzz é uma ferramenta genial, o fato de cruzar os links com as buscas feitas no portal para calcular relevância, é uma excelente sacada. Mas se o Yahoo o tivesse trazido para o Brasil do jeito que é e pronto, iria encontrar um sem número de pessoas acostumadas à estética existente “a lá Top 30”, “eu envio e meus usuários votam”. Mas o Buzz é uma ferramenta de formato definido, e isso obrigaria o Yahoo a bater de frente com muita gente ao tentar preservar este formato, o que seria um transtorno para a marca.

O fato é que se está apresentando a um grupo de 3 milhões de usuários únicos diários que acessam a capa do Yahoo, um mundo que a maioria ignora, o dos blogs, o dos produtores independentes de conteúdo. E a este grupo de produtores de conteúdo se abre um mundo de possíveis usuários que se pode trabalhar e converter.

O Yahoo, por sua vez, tem nas mãos um laboratório onde poderá exercer uma evangelização, e aos poucos inserir e testar ferramentas de cunho social e/ou semântico, evoluindo o sistema. Em mais de uma ocasião foi declarado por pessoas ligadas ao projeto que o número de blogs irá crescer com o tempo. Pensem bem, vocês acham que o crescimento será barrado pela limitação de publicação manual de conteúdo?

É preciso ser feito um longo e gradual trabalho, e quem sabe um dia, trazer o Buzz para cá. Ou será que nossos “experts” em mídias sociais não conseguem imaginar a evolução de algo?

Yahoo! Posts, o que é de fato o projeto, visto por dentro

Só para não aparecer niguém achando que estou falando em nome do Yahoo!, fica o devido aviso:

Este não é um anúncio oficial, eu não posso falar em nome das empresas envolvidas. O que escrevo abaixo é o que sei, decorrente da minha participação no projeto, e está publicado com autorização prévia dos responsáveis pelo projeto.

A notícia começou a se espalhar depois que os primeiros contatos foram feitos pela equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto, começaram a surgir também as primeiras conjecturas, mas não vou falar aqui de conjecturas, vou me limitar ao que é fato e ao que sei sobre este que é um dos projetos mais bacanas que já apareceu na blogosfera nacional.

Por que eu sei? Simples, sou um dos consultores que vai atuar no dia a dia do projeto.

O que, exatamente é o Yahoo! Posts? E por que é tão bacana?

É um projeto do Yahoo! Brasil, idealizado pela Live Ad, que abre espaço na versão brasileira do portal para blogs. Esta abertura acontece na forma do próprio site do Yahoo! Posts, dentro do portal, onde será listada diariamente uma série de postagens selecionadas de um grupo de pouco mais 100 blogs em português e de eventuais chamada na capa do portal para os blogs

É bacana para o leitor porque uma equipe de gostos diferentes fará uma seleção de postagens que será filtrada e publicada na home do projeto.

É MUITO bacana para o blogueiro porque é um projeto que não retém o usuário replicando o conteúdo do blog, ele publica apenas uma descrição do conteúdo, e indica o blog para que o visitante vá até lá e leia o conteúdo completo. A cereja do bolo é a possibilidade eventual de aparecer na home do portal Yahoo! Brasil!

Como é a listagem.

A listagem tem forma simples, título, tags e um resumo do que é aquela postagem. Como dito anteriormente não há retenção de usuário, caso o usuário queira saber mais, clica no link e acessa ao blog onde poderá ver o conteúdo completo, ou seja, o Yahoo! Posts fará o que faz o Digg, ou o Uêba, mas dentro de um grupo de blogs pré-selecionados.

E como estes blogs foram pré-selecionados, é verdade que é só gente conhecida?

Não, não é só gente conhecida, nem gente tirada de panelinha. Não sei quem acompanha o Twitter do Ian Black (@enloucrescendo), mas nos últimos dois ou três meses ele pediu várias vezes indicações de blogs interessantes. Era justamente para ajudar a formação do line-up incial do Yahoo! Posts. É evidente que vocês encontrarão blogs e blogueiros muito conhecidos, afinal, não o seriam se não produzissem bom conteúdo.

Como os posts são escolhidos, não vai ter panelinha?

Os blogs foram dividos em lotes, cada um destes lotes está sob a responsabilidade de um consultor, que irá acessar o feed dos blogs de sua alçada, fazer uma seleção dos posts mais interessantes e enviar para o editor do Yahoo! Posts. O editor irá então fazer uma verificação nos posts selecionados, se eles não apresentarem inconsistências, serão publicados.

O mesmo editor, escolherá ainda alguns posts que se encaixem em editorias do portal, e os enviará como sugestão de pauta. As editorias verificarão as sugestões, e as utilizarão ou não. Em optando por utilizá-las, os posts serão por elas indicados internamente e/ou na capa do portal.

É importante ainda saber que os lotes de blogs serão rotacionados periodicamente entre os consultores. Isso visa evitar que vícios ou preferências pessoais de um ou outro consultor, mesmo que inconscientes, prejudiquem um ou outro blog.

Em síntese, foram criadas várias “camadas” que visam dar ao projeto a maior isenção possível.

O que é que os blogs tem que fazer para se adequarem?

Nada. Tudo que foi pedido aos blogueiros foi a gentileza de colocar um selo do projeto, apenas isso.

E quem são estes consultores.

Quem me conhece sabe que não sou muito afeito a egotrip nem egocentrismos, mas confesso que fiquei orgulhoso por ter sido chamado como consultor para este projeto. Principalmente, por saber que vou trabalhar ladeado por três caras que admiro pessoal e profissionalmente, sendo eles, Alexandre Inagaki, Edney Souza (o popular Interney) e o Nick Ellis (carinhosamente apelidado pelo Jovem Nerd, de Mr. Nice Guy).

O que é o tal contrato com os blogueiros?

O Yahoo! é uma empresa multinacional, e como toda empresa tem processos de trabalho, que incluem previsões legais. O ponto mais importante do contrato com os blogueiros era permitir a Yahoo! a reprodução PARCIAL de seus conteúdos, bem como se resguardar de eventualidades legais que o conteúdo produzido destes blogueiros possam vir à acarretar, nada mais justo, já que o blogueiro deve certificar-se de produzir conteúdo juridicamente legal.

Fica finalmente meu agradecimento ao Yahoo! Brasil e à Live Ad,principalmente ao amigo Ian Black, pela oportunidade de participar deste projeto. É um privilégio.

Acho que isso ajudará a clarear muito do que será o projeto. Dia três estarei no Pacaembú para o lançamento oficial ;)

E o vencedor da promoção é…

Bem, antes de eu dizer quem é o vencedor deixa eu dizer como cheguei lá.

Entrei em todos os blogs e constatei que todos são blogs de boa qualidade, nenhum desabono a nenhum deles. Não estou sendo condescendente, se eu não tivesse gostado de algum, eu deixaria uma porta usando “quase todos”, mas não é o fato.

Os blogs tratam de diferentes assuntos, então ficou difícil para pesar qual o melhor deles, então eu parti para a análise de alguns ítens mais objetivos, sendo eles:

  1. Tempo
  2. Número de postagens
  3. Freqüência de postagens

Com isso eu reduzi a minha escolha a 4 blogs, e fui para o BlogBlogs e Technorati.

  1. No BlogBlogs procurei quantas referências poderiam ser encontradas nas buscas, houve um empate.
  2. Fui ao Technorati e fiz novas buscas e procurei referência.

E o ganhador foi: http://humorvip.wordpress.com. Coincidentemente ele também foi o primeiro a entrar no concurso.

Por isso peço que o Fernando Pereira, autor do blog, que por gentileza, entre em contato comigo para podermos começar a coordenar a entrega do prêmio.

Agradeço a todos da lista abaixo pela participação.

E fica, evidentemente, o agradecimento à Verisign, e sua promoção Quero Meu .Com por nos permitir fazer esta premiação.

Até a próxima ;)

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O Grande e Mau Imposto da Apple

Até a geração passada do iPod era possível se adquirir versões genéricas dos acessórios para o aparelho, por preços bem mais em conta que os praticados pela empresa de Steve Jobs. Mas desde que estreou o iPhone e a nova geração de iPods ano passado, acabou a farra de alternativos não-licenciados (leia-se chineses e baratos), pelo menos no futuro próximo só vai ter produto original ou licenciado no mercado.

O lance é o seguinte, a gigante de Cupertino adicionou a esta última geração de aparelhos um esquema de autenticação de acessórios, que demanda um chip no acessório para que o aparelho aceite sua conexão. E evidentemente a única empresa que fornece o chip é a Apple.

Segundo a reportagem da Popular Mechanics, o preço do licenciamento chega a custar 10% do preço de um eliminador de baterias e US$ 4,00 em um simples conjuntinho de caixas de som para usar em mesa.

Alguns sites já batizaram o licenciamento de “Imposto Apple”.

Ainda segundo a reportagem, o efeito mais maléfico é que com o preço alto do licenciamento, os fabricantes de acessórios deixam de lançar produtos entry-level, e se concentram nos produtos de maior valor agregado, segundo uma fonte da revista, o preço dos acessórios mais baratos, nos EUA, deve ficar em torno de US$ 50,00…

Dá para entender agora porque a Apple se nega a adotar Bluetooth para a transmissão de áudio e dados em seus aparelhos?