Você *acha* que já viu alguma coleção bacana de Star Wars?
Reconsidere.
A coleção deste cara é simplesmente genial, e não estou falando de brinquedos, é algo completamente mind blowing, mas infelizmente eu não consegui entender patavinas do que está no site, nem com ajuda do Google Translator, mas é um doce para os olhos de quem gosta de ficção científica
Você tem alguma máquina touchscreen em casa? Eu não tenho. Até tenho um tablet que me ajuda a desenhar, mas eu ainda não tive a coragem de fazer o desembolso necessário para comprar um monitor sensível à toques.
Então, guardadas as devidas proporções, olha que coisa impressionante foi desenvolvida por Ivan Sutherlan em 1963! Não, você não leu errado, a interface que está sendo usada abaixo, foi criada 46 anos atrás!!
Tudo é tão transparente hoje em dia. Quando ligamos o micro e queremos algo na internet, simplesmente o conectamos e puxamos uma qualquer entre as bilhões de páginas que estão disponíveis no mais diversos rincões deste mundão a fora. Isto se tornou algo tão normal que simplesmente esquecemos o aparato tecnológico que torna isso possível.
Entre requisitar um endereço na barra do navegador e ver a pagina renderizada na tela do seu micro, uma miríade de equipamentos eletrônicos são ativados, são servidores de DNS, roteadores (as vezes dezenas deles), firewalls, servidores de bancos de dados e de web.
O primeiro servidor de web do mundo!
Mas tudo isso um dia teve começo, e ele se deu pela equipe do CERN balizada por Sir Tim Berners-Lee, o pai da Web, e abaixo vão algumas fotos de arqueologia tecnológica. Primeiro o computador NeXT usado como o primeiro servidor de Web da história, e em seguida a ele, algo mais antigo ainda, um dos primeiros roteadores utilizados na Arpanet, uma das redes que deram origem à internet.
Roteador da Arpanet, uma das redes que compuseram a internet em seu início
O dia ontem foi muito bacana, a Campus Party é um evento espetacular, e eu estou sinceramente deslumbrado (ui), com ela. Sério. No ano que passou eu participei de quatro eventos aqui em São Paulo, mas todos eles muito específicos, e centrados em determinadas marcas ou assuntos, já na Campus Party existe uma sensação libertária nas pessoas muito grandes, muita conversa, idéias sendo trocadas, rostos que substituem o que antigamente eram apenas URL ou handlers de MSN ou Twitter.
A conexão à internet, com 10gbits, é surreal. Ontem eu rodei pouco, estava muito pregado, só havia dormido 4 horas na noite anterior, e terminei sem tirar uma foto panorâmica usando a passarela elevada que tem na área de exposições, e também não tomei o tempo necessário para fotografar a área de robótica, muita coisa bacana por lá, hoje não deixarei de fazê-lo.
Quem não gostar do flash abaixo, pode optar por ver as fotos direto no meu Flickr.
Já deixei mais que claro aqui que curto muito a estética steampunk, esses equipamentos que remetem a um futuro ‘vitoriano’, cheio de latão, couro, madeira, e outros materiais de cento e tantos anos atrás…
No final da semana que passou, encontrei no site The Tentacle Paradox um conjunto composto por monitor, teclado e mouse que seguem esta estética, mas com um detalhe sombrio, o mouse traz literalmente um rato dentro de si, na realidade a espinha dorsal e a caveira de um roedor.
Só falta agora o artista se empolgar para fazer o gabinete
O Daniel me fez gentileza de enviar este link show de bola. Uma instalação de rua na Austrália, em que peças de Tetris parecem ter caído do céu e ficado presas em vielas. Segundo o Tecnabob, que apurou a história, trata-se de uma exibição chamada “Live Lanes – By George”, que está em Sidney até o final de janeiro.
Não sei porque a música Panic do The Smiths martelou minha cabeça vendo isso…
No meio da semana fui convidado pelo Gustavo Miller, do Jornal Estado de São Paulo, para contribuir com uma parte de sua coluna semanal no caderno TV & Lazer, naquele jornal, chamada “TV sem TV”, em uma subseção chamada “Clique Aqui”, onde pessoas indicam dois vídeos quaisquer do Youtube, desde que sejam bons.
Eu indiquei dois dos meus vídeos preferidos, ambos já bem antigos, mas tão antigos que no ciclo que a internet vive, é possível que muita gente os desconheça. Abaixo eu publico os dois falando um pouco mais sobre o que penso especialmente do primeiro já que do segundo não há de fato muito que falar, é o tipo de vídeo que simplesmente é doce aos olhos.
Balance (1989)
É difícil explicar o que é este vídeo sem cair em lugar comum, principalmente em se tratando de um espaço exíguo como o de um jornal, então eu optei por dar a explicação mais simples para o Gustavo publicar, é uma luta do individualismo contra o bem comum. Trata-se de um curta em stop motion, de origem alemã, que ganhou o Oscar de Melhor Curta de Animação em 1990.
Só leia o próximo parágrafo, depois de assistir ao vídeo, por gentileza.
Com um pouco mais de espaço, eu gostaria de falar sobre este vídeo pelo foco de um assunto que muito me atrai, a Teoria dos Jogos, um derivado da matemática aplicada (alguém já assistiu Numb3rs?) que se pode aplicar a situações sociais. Este é o típico caso em que a competição entre os partícipes produz o pior de todos os resultados possíveis: não há ganhador. Se os caras tivessem jogado em grupo e simplesmente topado dividir o achado, que por sinal é um som, em vez de jogar uns contra os outros, provavelmente os cinco dançariam por muito tempo em cima da plataforma, concordam?
Ferenc Cakó no Seoul International Cartoon and Animation Festival em 2003
Já o segundo filme, como dito anteriormente, é um doce para os olhos, é uma performance do artista húngaro Ferenc Cakó, filmado durante o Seoul International Cartoon and Animation Festival em 2003. O artista trabalha manipulando areia sobre uma tela de retroprojetor. A música que embala ao fundo é de Kitaro.
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